The Post-American World - The Rise of the Rest, 
o best-seller de Fareed Zakaria, director da edição internacional
da Newsweek, acaba de ser editado em Portugal pela Gradiva.
Fareed Zakaria foi entrevistado por Teresa de Sousa para o Público.
A entrevista é para ser lida na íntegra. Mas destaco este extracto:
(...) - Penso sinceramente que Obama representa uma oportunidade extraordinária para dar início a uma nova forma de exercer o poder americano. Como disse, o meu argumento é que a América vai continuar a ser a potência central, a única superpotência, mas não uma superpotência que mantenha a capacidade de exercer o poder em qualquer circunstância e em todos os domínios. Continua a ser o único país que está simultaneamente presente em toda a parte e em todos os assuntos do mundo, mas, para manter o seu poder, terá de ser visto pelo resto do mundo como um poder amigável, um poder que consulta, que persuade, que concilia. E Obama tem estado precisamente no centro

desta mensagem. É por isso que digo que ele representa
uma extraordinária oportunidade. Espero que cumpra a sua palavra - a mudança e a esperança, de que sempre falou - e que não caia na tentação de regressar a uma maneira tradicional de pensar e de exercer o poder.
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O Presidente eleito tem também a vantagem de poder contar com um enorme capital de boa vontade em quase todo o mundo.- Absolutamente. Creio que acumula mais boa vontade em todo o mundo do que qualquer outro Presidente de que me lembre, talvez com a excepção de Kennedy. A sua eleição foi um acontecimento global de uma natureza que nunca me lembro de ter visto e isso também se deve ao facto de vivermos hoje num mundo globalizado. Mas muito também se deve ao extraordinário simbolismo que Obama trouxe para esta eleição. Todos os países, em todos os pontos do mundo, foram certamente obrigados a pensar se teriam sido capazes de remover todas as barreiras, se poderiam ter também o seu próprio Obama. A eleição do novo Presidente lembrou a toda a gente que a América continua a ser o país mais capaz de inventar o futuro. Neste sentido, Obama acabou por devolver à América a parte mais importante do seu próprio poder - o poder do exemplo.(...)

Obama já leu o livro de Fareed Zakaria.