
Esta noite, à hora do telejornal, a RTP Açores exibiu, despudoramente, um "filme de terror".
Um inquérito sobre as eleições europeias.
Poucos dos entrevistados sabiam para que são as eleições de Domingo.
Muitos não sabiam e não queriam saber.
Os jovens então é uma coisa muito séria.
É de arrepiar.
Não querem saber da política, nao acreditam nos políticos.
Uma rapariga disse mesmo que era atirá-los ao mar!?
É um filme de terror.
Para quem ainda acredita na democracia.
Em que o voto é uma peça fundamental.
Eu voto sempre.
Domingo lá estarei.
Diga-se a verdade que ainda estou indeciso.
Já sei onde não voto.
Mas ainda não sei onde votarei.
(Afastaram indecentemente o meu candidato)
Oh Céus! Mas até lá hei-de resolver.
Nem que vote em branco.
Embora ao votar em branco esteja a deixar que os outros escolham por mim.
E podem escolher exactamente aqueles que eu não quero.
Em branco não.
Até lá hei-de decidir.
Temo que, por este andar, qualquer dia (ainda mais do que hoje) a política seja tomada de assalto por um bando de "mafiosos".
Dir-me-ão alguns, mais descrentes do que eu, que isso já acontece hoje.
Mas acreditem que pode ser ainda muito pior.
Se nos demitirmos de escolher os mais capazes.
Horroriza-me este monstruoso desinteresse pelo exercício de um direito que deveria ser também um dever.
Por isso, quando Carlos César falou em voto obrigatório não me escandalizei.
E assisti, até com alguma estupefacção, à estupefacção do país políticamente correcto.
Porque afinal, se virmos bem somos obrigados a escolher toda a vida.
Que diabo custa mais uma escolha?
Que diabo custa perder 5 minutos no próximo Domingo para fazer uma cruz?
Ou até para não fazer cruz nenhuma?
Têm de ir para a praia? Para o campo? Para o café? Dormir?
E das 24 horas do dia não podem retirar 5 minutos?
E se chover nao podem pegar na porcaria do guarda-chuva?
E na segunda-feira quando forem obrigados a ir trabalhar, o que vão fazer?
Eu por mim voto.
Sempre.
Mais que não seja, presto assim a minha simples homenagem a muitos que lutaram para que eu pudesse exercer esse direito.
É o meu dever.
É a minha obrigação.
Que eu exerço e exercerei sempre.
Voluntariamente...ou obrigado.