
Sou, como a maioria dos açorianos, um crítico da "nossa televisão".
Mas, verdade seja dita, tal como somos todos "treinadores de bancada" no futebol, em televisão também somos todos "directores de sofá".
Não tenho nenhuma teoria perfeita sobre a "televisão ideal".
Quero apenas chamar a atenção para um, muito lúcido e contido, artigo de opinião no Diário dos Açores. É de José Manuel Bolieiro, que por acaso é do PSD. Mas os considerandos são tão óbvios, que poderia ser escrito por uma pessoa de qualquer partido.
Porquê então enfatizar e elogiar um artigo com opiniões óbvias?
Porque, estranhamente, muitos dos que têm obrigação de ver como óbvio aquilo "que se mete pelos olhos dentro" teimam em olhar para o lado.
(Podem ler o artigo
aqui).
Vou apenas sublinhar duas ou três dessas conclusões óbvias e que convinha que todos aqueles que querem ter amanhã uma RTP-Açores prestassem atenção, antes que seja tarde de mais:
"A fusão da Rádio com a Televisão parecia uma oportunidade de eficiência e valorização, mas tem sido um mar de indefinições e dificuldades, com falta de organização, meios financeiros, técnicos e humanos.
Nenhum ficou melhor e ambos estão a piorar.
O amanhã, para não ser o fim da RTP/Açores, exige que todos toquemos a rebate.
Os profissionais e directores da fundida empresa, os açorianos, os Órgãos de Governo Próprio e o Estado. "