domingo, 24 de janeiro de 2010

Zapping

O presidente honorário do PS, Almeida Santos, disse hoje que Alberto João Jardim, fez «uma obra positiva» na Madeira e que é «economicamente sério».

Ser socialista e dizer bem de Jardim é algo a que os presidentes da Assembleia da República estão obrigados? É que já Jaime Gama,depois de chamar Bokassa a Jardim, tinha ido à Madeira ao beija-mão.

O antigo ministro socialista Jorge Coelho, actual CEO da Mota-Engil, nega qualquer promiscuidade com o poder político e diz estar farto «de levar pancada».

Longe vão os tempos em que Coelhone dizia «Quem se mete com o PS ... leva».

Pilotos "obrigados" a ter curso de ética após conversas sobre a empresa no Facebook
A TAP convocou nove dos seus pilotos para um "curso de ética" alegadamente por estes terem discutido assuntos da empresa na rede social Facebook. Os pilotos acham que é uma "sanção disciplinar ilícita" e discriminatória, que pode culminar em greve.

Uma grande ajuda


Na Tailândia, elefantes recolhem dinheiro para ajudar o Haiti.

Já chegámos à Madeira?


Albertix, por Carlos Paes

A Lei de Finanças das Regiões Autónomas define entre outras coisas o dinheiro que o Estado "dá" para as ilhas.
O arquipélago da Madeira tem duas ilhas.
O arquipélago dos Açores tem nove ilhas.
Durante muitos anos a lei foi cega a essa diferença, com repercussões inevitáveis ao nível da despesa pública.
A lei foi alterada e o Estado passou a tratar de forma diferente aquilo que era diferente.
Passou então a vir mais dinheiro para os Açores do que para a Madeira.
Alberto João Jardim não gostou e disse cobras e lagartos dos "comunas" do contenente.
Agora, voltou à carga e quer que a Assembleia da República aprove uma lei que apesar de continuar a "dar" mais dinheiro aos Açores, torna a grande diferença que existe numa diferença muito pequena.
O PSD Açores apoia.
Carlos César diz cobras e lagartos do PSD Açores.
E tem razão.
Já Berta Cabral não tem razão quando diz que está tudo bem , pois até vamos receber mais do que recebiamos.
Mas a questão não é essa. A questão é que a diferença que estava consagrada é atirada às malvas e voltamos quase à estaca zero.
Os Açores continuam a ter nove ilhas e a Madeira duas.
Nada mudou que justifique o esbater dessa diferença real através da distribuição do bolo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Verdades há muitas

Primeiro, Fernando Lima, assessor de Cavaco, veio contar "A minha verdade".
Agora, Rui Paulo Figueiredo, assessor de Sócrates, veio escrever sobre "A verdade dele" (dele Fernando Lima, entenda-se).
Esta última verdade ainda não está disponível na edição on-line do Expresso para não assinantes, mas pelo aperitivo a coisa promete.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Kiki...no Haiti


As imagens do Haiti chegam-nos a toda a hora, às toneladas.
E quantas mais imagens vemos, mais insensíveis parece que ficamos.
E é então que, no meio de tantas imagens, do meio dos escombros, surge-nos Kiki.
Braços levantados aos céus, um sorriso de triunfo estampado na cara.
Como é possível que uma criança destas consiga reagir assim, depois de passar uma semana, sem comer e beber, soterrado entre os escombros?
É uma imagem que vale mais que todas as outras.
E fica, para sempre, como o símbolo, da resistência à desgraça que varreu o Haiti.
Kiki "ressuscitou" ao sétimo dia.
Mas como poderá sobreviver ?

A América (também) pode mudar


Cindy McCain

Meghan McCain

Na América, a mulher (Cindy) e a filha (Meghan) de John McCain envolveram-se na campanha NO H8, pelo casamento gay.



Por cá, D.José Policarpo voltou a dar mostras que a Igreja sente muitas dificuldades em mudar.
Todos são filhos de Deus, mas há uns mais filhos que outros.
E os homossexuais, que são assim porque Deus os criou assim, são tratados como filhos do Diabo.
Que Deus perdoe os homens da "sua" Igreja...porque não sabem o que dizem/fazem.

Sá Pinto resolve


henricartoon

Em que versão acreditar?
N'A Bola ?
N'O Jogo?
No Record?

Folclore


“Eu só desejo que nunca os Açores vejam o PS atraiçoar a sua própria terra. Eu não desejo que o PS faça como o PCP, o BE e o PSD, que trocam a sapateia pelo bailinho da Madeira”.
Carlos César, quinta-feira, na Assembleia Legislativa Regional, a propósito da proposta madeirense de alteração da Lei de Finanças Regionais.

No comments

Haiti: EUA expulsam jornalistas do aeroporto
Denúncia foi feita pelos enviados de vários órgãos de informação espanhóis

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O homem do gás

Recentemente, a ilha do Corvo sofreu uma ruptura de gás.
O que não se percebe -apesar do mau tempo - pois parece que a ilha dispõe de uma reserva...de gás.
Parece que uma pessoa do Corvo, que é paga para contar as garrafas ... não sabe contar!?
O assunto foi debatido, ao mais alto nível, na Assembleia Regional.
Paulo Estêvão, do PPM, que não é natural do Corvo, mas foi eleito e reside no Corvo, queixou-se da situação.
Guilherme Nunes, do PS, que também foi eleito pelo Corvo, de onde penso que é natural, não se queixou.
Porque, diz ele, tem sempre em casa 6 (seis!?) garrafas de gás.
[Aprende Paulo Estêvão, que o homem não dura sempre.]
Mas quando se fala do Corvo, hoje em dia, para estarmos bem informados, temos que consultar o melhor órgão de informação da ilha, o blog que faz uma mistura explosiva (afinal falamos de gás) com mulheres de má fama e vinho de cheiro :)
Ora, segundo dois comentários colocados naquele blog o deputado Guilherme Nunes nunca deveria ter 6 (seis !?) garrafas de gás no Corvo.
- Porque vive sozinho !?
- Porque ... não vive lá !!!!????
Se isto é verdade, o sr. deputado merecia ficar um mês a tomar duche em água fria.
P.S. Para quem, há tempos, fugiu dos cornos do toiro, agora teria sido uma boa ocasião para se recolher aos curros. Porque diabo é que o sr. deputado quis entrar nesta faena se corria o risco de sair pela porta baixa?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Política e cultura


Manuel Alegre e Miguel Torga. (Foto do site de Manuel Alegre)

Dá jeito ter um Presidente da República culto?
Baptista Bastos acha que sim.
E di-lo muito bem na sua crónica no DN
O doloroso 'intermezzo'.

P.S. O, insuspeito, Morais Sarmento diz que “a candidatura de Alegre está a ser subestimada por Cavaco Silva e pelo País, sobretudo porque incorpora uma alma e um sonho que Cavaco Silva não leva”.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Merecido


Fernando Menezes

Madruga da Costa


Madruga da Costa e Fernando Menezes foram agraciados pelo Presidente da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Não percebi muito bem este timing, uma espécie de 10 de Junho fora de horas.
Mas, como açoriano, não posso deixar de me congratular com esta 'homenagem'.
Acho que ambos a mereceram.
Gostaria de ter visto Madruga da Costa mais anos como Presidente do Governo.
Acho que desempenhou muito bem o cargo, apesar de ter sido por pouco tempo.
Já Fernando Menezes esteve mais tempo como Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores e só a sua controversa saída mancha um pouco o seu desempenho. Embora, ao que parece, as principais culpas pela sua saída, pela "porta baixa", não lhe possam ser imputadas.
É a vida.
P.S. Não conheço um dos outros agraciados (Conselheiro Manuel Fernando dos Santos Serra, antigo Presidente do Supremo Tribunal Administrativo) e pelo que conheço do outro (Pedro Santana Lopes) não compreendo esta condecoração. Afinal não era ele a má moeda? E desde quando a má moeda é valorizada?

Boas notícias

Portugueses vão poder votar em qualquer ponto do país

O Governo quer avançar nesta legislatura com o voto em mobilidade, possibilitando aos cidadãos votar em qualquer ponto do país, independentemente do local de recenseamento, uma das medidas previstas nas Grandes Opções do Plano (Sol)

I've got mail


Provérbio árabe

“A simplicidade é um tesouro infinito, se não podes alcançar o que anseias contenta-te com o que tens.”

Pobreza ... de gelar.


"Um terço dos portugueses não consegue aquecer as suas casas".
Título do jornal Público desta terça-feira.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma alegre maçada :)

«As opiniões menos favoráveis são sempre dos mesmos. Eu sei que é uma maçada para quem não gosta, mas é um facto consumado: a candidatura arrancou e está no terreno»
Manuel Alegre, jornal i.

domingo, 17 de janeiro de 2010

"E depois do adeus"


Diana

Lembro-me bem dessa noite de 1974 em que ouvi o Festival da Canção no rádio lá de casa.
Paulo de Carvalho ganhou com "E depois do adeus", que se viria a tornar numa das senhas e símbolos do 25 de Abril.
(Lembro-me bem da votação renhida com "No dia em que o rei fez anos", de José Cid e dos Green Windows, que ficaria no 2º lugar).
Esta noite cá em casa a TV está sintonizada nos Ídolos da Sic.
Passada a fase inicial, em que o júri tem de fazer o, insuportável, papel de mau da fita, o programa tem momentos que valem a pena.
Esta noite a concorrente Diana interpretou magistralmente o tema "E depois do adeus".
Emocionou-se. E emocionou toda a gente que tenha a capacidade de emocionar-se. Arrepiante.
A rapariga até pode não ganhar o concurso.
Mas tem tudo para ser um ídolo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Cegos, surdos e mudos


Ontem, Manuel Alegre disse "Sim".
Hoje, o PS, depois de dormir sobre o assunto (ou não) veio dizer ,pela voz de Francisco Assis ... "nim".
Diz que "respeita e regista", mas que não é o "tempo próprio".
Quando será o "tempo próprio"?
Ponham-se a dormir e depois digam que tiveram azar.

***

Carlos César, que não dorme, já veio dizer o óbvio (que os seus camaradas não vêem):
Mas o presidente do PS/Açores, que é dos socialistas mais inteligentes, mais do que muitos camaradas de Lisboa, disse mais. Que "é bom que Manuel Alegre manifeste a sua disponibilidade" e que Alegre "é, depois de Mário Soares, a maior referência do PS".

***

Outras figurinhas do PS, pequeninas mas que se põem a toda a hora em bicos de pés a ver se aparecem, já vieram também mandar as suas bocas "inteligentes".


Cá para mim opiniões destas é que deveriam ser indiferentes a quem manda no PS.
E para encontrarmos mais uma reacção lúcida por parte da esquerda temos que sair fora do PS, que, como vimos, oficialmente, apenas "regista e respeita".
O líder bloquista disse que Manuel Alegre teve "a palavra certa no momento certo" em questões como o desemprego ou a precaridade, lembrando que o socialista se opôs ao Código do Trabalho aprovado pelo seu partido.

Seguir-se-á, naturalmente, a enxurrada de opiniões - uma parte a cargo desses politólogos iluminados - que hão-de gritar até à exaustão que o país não precisa de um poeta na presidência.
Por mim, não entro no coro.
Pelo sonho é que vamos.
Quem não é capaz de sonhar não é capaz de nada.
O que teria sido a História de Portugal sem a capacidade de sonhar?
Não foi do sonho que nasceu a obra?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Esperança



A bola está com José Sócrates e o PS.
Ou marcam golo na baliza certa.
Ou metem a bola na sua baliza.
É tão simples como isso.
Alegre candidato sem o apoio do PS até pode perder novamente as presidenciais.
Mas o PS também não as ganha.
Nem que Sócrates se apresente como candidato.
Basta ser, um pouco, inteligente.
***
P.S. Acabo de ouvir na SIC Notícias um tal Henrique Raposo, politólogo (*) a dizer que num confronto Alegre-Cavaco, Alegre é que é o "conservador".
Luís Delgado, com quem raramente me identifico, tem uma visão mais lúcida e inteligente.
Num confronto Cavaco-Alegre é Cavaco que tem um problema para resolver.
O Henrique Raposo tem um blog chamado Clube das Repúblicas Mortas, e conta com os seus fãs. Comigo não.
(*) Politólogo o que é? Alguém que manda uns bitaites? Serei eu um politólogo?
Há licenciaturas para politólogos? Mestrados?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tropeçar nos argumentos


Paulo Noval é o líder do Grupo Amigos da Terceira, que eu não sei bem o que é, mas suponho que existe para defender os interesses da Terceira (é para isso que servem os amigos,não?).
Ora Paulo Noval dá hoje uma curta entrevista ao Diário Insular.
Mas, apesar da entrevista ser curta, Paulo Noval tropeça nos seus próprios argumentos.
Uma entrevista que, naturalmente, indignou os corvinos. E não só.
Sobre a concentração da frota da SATA em S.Miguel, é contra (eu também, e o tempo tem vindo, frequentemente, a dar-nos razão) alegando que essa solução não pode ser justificada apenas com argumentos económicos.
Mas parece-me que está a pensar em argumentos económicos quando lança uma questão "polémica" segundo o próprio:
"fará sentido manter habitada a ilha do Corvo com todos os riscos que isso acarreta para os seus habitantes?"
Afinal, em que ficamos? Os argumentos económicos são válidos apenas quando dá jeito?