quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Carregadinho de razão (apesar de tudo)

Teixeira dos Santos:
«As implicações orçamentais que decorrem desta alteração não são aceitáveis»
por «uma questão de credibilidade externa da politica orçamental» e por «uma razao de justiça e de equidade».

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Votem

... nas sondagens sobre o caso Mário Crespo e sobre a polémica Lei de Finanças Regionais.
Em ambas as sondagens podem assinalar mais que uma opção.

Conversas privadas ... em público


"Liberdade de imprensa" WeHaveKaosintheGarden

Sócrates foi almoçar, com Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e um executivo de televisão.
Na ementa um prato indigesto: Mário Crespo.
Já está quase tudo dito sobre esta palhaçada indecente.
Mas gostaria de abordar o tema de uma outra perspectiva.
O Governo, protagonista desta canalhice, falha de "calhandrice".
Até o ministro do malhão, que se esqueceu que agora é da Defesa, veio em defesa do Governo.
Analisemos então a escorreita interpretação de tão brilhante crânio:

«Ouvi alguém querer fazer um texto com base no que supõe serem informações que lhe tenham sido transmitidas (...)»

Mário Crespo fez um texto. (O "querer fazer" só existe na cabeça do malhão)
Com base em informações que lhe foram transmitidas. (O "tenham sido" só existe na cabeça do malhão)

«(...) acerca de conversas privadas, tidas em restaurantes, e eu acho isso absolutamente inacreditável»

Conversas privadas em restaurantes? Pelo PM e dois ministros?
O que é absolutamente incrível é que se pretenda ter conversas privadas num local público.
Ou havia um micro debaixo da mesa?

«Não sei como se consegue fazer informação a partir de intromissão em conversas privadas, seja de quem for».

Mário Crespo não fez "informação", escreveu uma crónica.
O que se passou depois é informação. Que desgosta ao Governo. Amanhem-se.
Mário Crespo nao se intrometeu em conversas privadas.
O PM e os dois ministros é que se intrometeram, vergonhosamente,na profissão de um jornalista.
E fizeram-no num local público.
Queriam que as paredes não tivessem ouvidos?
Azar.



« Evidentemente, não merece nenhum crédito. As fontes não são conhecidas»

Quem não merece nenhum crédito, desde há muito , é o ministro do malhão.
Quantas notícias são feitas diariamente sem as fontes serem divulgadas?
Aliás, o sigilo das fontes não faz parte das regras?

«Todos temos direito à privacidade das nossas comunicações»

Muito bem. Mas se as comunicações forem feitas de forma deliberadamente ostentatória e provocante em locais públicos quem está a ouvir é obrigado a ignorar as alarvidades que se digam?

«De uma coisa podem os senhores jornalistas estar seguros: enquanto político eu nunca me interessarei por conversas que jornalistas tenham numa mesa perto de mim, num restaurante onde possa estar»

Pois eu sugiro então um pequeno exercício à teoria do malhão.
Descubram o tasco onde o ministro almoça. Vão lá beber uma 'bejeca'.
E digam do ministro tudo o que bem entenderem.
Privadamente. De modo a que ele oiça.
Chamem-lhe palhaço. Doido. Digam que deve ser internado.
Nao tenham receio, afinal é uma conversa privada.
E uma conversa privada nunca pode ser ouvida.
Se o Governo diz que é assim é porque é assim.

Casamento homossexual:'Sim' venceu

Na sondagem Fiat Lux sobre o casamento homossexual o 'Sim' venceu.
A única coisa que isto prova é que os frequentadores deste blog são, como o seu humilde "gestor" , pessoas tolerantes.
Foram estes os resultados:

Casamento homossexual

Sim 42 (51%)
Sim,mas sem direito a adopção 9 (10%)
Sim,desde que não lhe chamem 'casamento' 12 (14%)
Não, não e não 19 (23%)

P.S. Durante todo o tempo houve um erro de português a ensombrar esta "ida às urnas":
Escreve-se homossexual e não homosexual. Mas quando me apercebi que faltava um s não podia emendar, sob pena de anular a votação em curso. Isto permite no entanto chamar a atenção para um erro que muitos cometem frequentemente.
Segue-se nova sondagem. Votem, porque "o voto é a arma do povo" :)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Miss Universo...no Coliseu Micaelense

«Não esperamos nada do PSD/Açores, que tem uma liderança com um discurso tipo Miss Universo, sobre o balanço do Coliseu (Micaelense), os próximos bailados ou mudança de nomes de ruas. Isso não dá pão aos açorianos, não adianta nada para o desenvolvimento e a resolução da crise» Carlos César, presidente do PS-Açores.

Mao Marilyn :)


Somos todos haitianos


Como ainda não tenho a "Jangada de Pedra", vou aderir a mais esta campanha da Fundação José Saramago, "porque todos temos uma obrigação".

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Bliar



Bliar: «Blair» + «liar» (mentiroso).

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair argumentou hoje que a decisão de invadir militarmente o Iraque foi certa, porque quis impedir Saddam Hussein de desenvolver armas de destruição maciça.

Ora, se bem se lembram, a invasão do Iraque foi porque Saddam "tinha" armas de destruição maçiça e não porque "sonhava vir a tê-las".
Por isso o "senhor" Blair é mentiroso.
E George W. Bush.
E José Maria Aznar.
E o nosso Durão?

A lata do Raposo

Henrique Raposo, colunista do Expresso, escreve a propósito da greve dos enfermeiros, uma coisa a que chamou "A lata dos enfermeiros".
Diz o Raposo que os "caríssimos enfermeiros" podem fazer as greves que quiserem. Mas desde que não "atrapalhem" as outras pessoas, inclusive o Raposo. Vão "brincar" às greves para a rua deles, pensará o Raposo.
"Esquece" o Raposo (que até aceita que haja greves, desde que suaves) que as greves só têm algum efeito se "atrapalharem" a vida de alguém, para que "atrapalhem" quem decide e para que quem decide atenda às razões das greves. Ora a greve dos enfermeiros é justíssima.
Mas neste país abundam os "Raposos" que nunca o hão-de aceitar. Porcaria de greves,pá.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Que bom ter vizinhos assim * ;)

O Pico e os Aviões
Evolução do tráfego no aeroporto do Pico

*) Título "roubado" ao Jordão, do Candilhes.

Socialismo "democrático"


Foto José Goulão (LUSA)
Clientes do BPP junto à Assembleia da República.

Pedro Passos Coelho


Ainda não percebi bem a relutãncia dos militantes do PSD em apoiarem a eleição de Pedro Passos Coelho para líder do partido.
Pedro Santana Lopes? Outra vez?
Marcelo Rebelo de Sousa? Outra vez?
Não percebo a relutância em apoiar Pedro Passos Coelho.
Até porque os partidos para crescerem têm de ir buscar votos fora da sua base de apoio.
Neste momento parece claro que Pedro Passos Coelho é o que se mostra mais capaz de o conseguir.
Não percebo também a adoração embasbacada ao professor Marcelo.
O homem sabe de tudo.
O pior é aplicar.
Ele já lá esteve ou não?
E que resultados conseguiu?
E agora anda tudo preocupado com a liberdade de expressão pelo facto de ele perder a sua cátedra na RTP!?
Mas não é exactamente ao contrário? Não é o facto de ele ser um privilegiado, que tem direito à sua homília dominical na TV, qual pregador da Igreja Maná, que dá cabo da liberdade de expressão dos outros?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010