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sábado, 20 de março de 2010

"Quem é tê pá?" (*)


Dizem

.Dizem que, na "casa mãe" da autonomia regional, um deputado (1),(por telefone),chamou filho da puta a outro (2) e ameaçou (por gestos) que lhe torcia o pescoço.

.Dizem que na "casa mãe" da autonomia regional um secretário regional (3) se referiu a um deputado (2) como o "noventa" (4).

.Dizem que, apesar de tudo, depois de uma interrupção, os trabalhos prosseguiram "normalmente".

Interrogo-me eu

.Acham isto normal?

.Recordo-me bem do que aconteceu ao "ministro dos corninhos" (5) na Assembleia da República.
Lembram-se?

Tentem analisar este episódio sem a carga partidária.
Imaginem todas as possibilidades (os ofensores e os ofendidos seriam de qualquer partido).

Julguem vocês

.Que sanções acham que deveriam ser aplicadas?
Já fizeram esse exercício?

Vejam agora quem foram os intervenientes, segundo dizem

(1) Francisco César, deputado do PS. (filho do presidente do Governo Regional).

(2) Clélio Menezes, deputado do PSD.

(3) André Bradford, Secretário Regional da Presidência.

(4) O "noventa" é um toiro da Terceira.

(*) "Quem é tê pá?" dizem que é uma expressão utilizada pelos jogadores do Santa Clara para chamarem filho da puta aos árbitros, quando estes os prejudicam, sem que os árbitros percebam o que lhes estão a chamar e assim não os sancionarem disciplinarmente.

Democracia participativa

Quando a gente pensava que isto já tinha batido no fundo ...
eis que se consegue escavar ainda mais o buraco...

Ameaça de agressão suspende sessão do parlamento açoriano
Uma alegada ameaça de agressão de um deputado do PS a outro do PSD, que terá sido feita pelo circuito telefónico interno do parlamento açoriano obrigou sexta-feira à interrupção dos trabalhos do plenário durante cerca de meia hora

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Afinal quem é a Secretária da Educação?

Na Assembleia Regional, Aníbal Pires acusa Lina Mendes de cometer ilegalidades.
Lina Mendes não fala, nem para "defender a honra".

Quem fala é a deputada Graça Teixeira.
Afinal quem é a Secretária da Educação?
A que assumiu funções ou a que se dizia que ia assumir funções?
Temos uma "Secretária sombra" ou uma "sombra de Secretária?"
Mas essa coisa de "governos sombra" não compete à oposição?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Twitter na Assembleia Regional: Dois incidentes e um "não incidente"


Alexandre Pascoal vai ficar conhecido pelo primeiro deputado que não deixa marcas quando sobe à tribuna, mas no twitter é como um "pitcheno" dos game boys. É o maior da sua rua.
Mas não é justo que a sua colega de bancada se esforce para criar um incidentezinho e ninguém lhe passe cartão. Vejam só esta pérola:

"o líder do PSD está a rosnar em pleno plenário!!!"
(retirado daqui.)

E então António Marinho? A uma senhora tudo se permite?
E a um cavalheiro nada?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Let's tweet again..."


Alexandre Pascoal, deputado do PS, voltou a "twittar" contra um deputado da oposição em pleno debate na Assembleia Regional.
Desta vez atirou-se ao líder parlamentar do PSD, António Marinho, que, tal como acontecera com Artur Lima, também não gostou da brincadeira.
E brincadeira é o termo exacto.
Não vamos voltar ao tempo em que os deputados nem sequer tinham telefone e tinham de usar "papel e lápis".
Mas há limites para tudo. Não basta dizer que na Assembleia da República também há "deputados twitters" e que isso é prova de um grande progresso.
Quando atacou Artur Lima e quando teve de defender-se do contra-ataque deste, Pascoal disse que podia dizer o "que queria, quando queria e como queria".
Acho que está enganado, se analisarmos a sua "tese" em sentido lato.
E também se a analisarmos em sentido estricto, no que ao debate parlamentar diz respeito.
Acho que não faz qualquer sentido que os deputados discutam pelo computador quando estão na mesma sala onde supostamente deveriam debater. Até porque se estiverem a "namorar" pelo computador a sua mensagem nunca chegará ao grande público. Por mais computadores e "twitters" que existam.

P.S. Não vi nada na RTP-Açores. Não gravaram?
Estavam a mudar a cassete? Acharam que era um fait divers?
Acho que não. E acho que Francisco Coelho, que já teve antes posturas muito infelizes, esteve agora muito bem ao ameaçar pôr um travão nesta escalada virtual.
Caiam na real senhores deputados e deixem-se de "jogos de computadores".
Pelo menos enquanto deveriam estar a trabalhar. Mais que não seja por respeito a quem os elegeu.

Quando a grandeza é pequena


Paulo Estêvão é um deputado pequeno (embora gordinho).
De um partido pequeno.
Eleito por uma ilha pequena.
Apesar de toda esta "pequenez", tem a mesma legitimidade que qualquer outro deputado.
(Alguns são grandes... mas não são grande coisa).
E tem toda a legitimidade para se insurgir contra a sistemática ausência do presidente do governo do debate parlamentar.
Que o Governo e o PS achem normal ... é política.
Pequena.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para...lamento ou de como Nuno Tomé arrasa os ex-colegas

Para... lamento
É este o título da crónica de Nuno Tomé no Açoriano Oriental de 18 de Maio.
Uma crónica contundente para os deputados regionais, ainda a propósito da discussão à volta da sorte de varas.
Diz Nuno Tomé:

"O circuito fechado parlamentar tem 'disfarçado' a existência de representantes não representativos.É por isso que em termos substanciais a assembleia tende para zero".
(...)
"Os políticos açorianos conhecem bem os terrenos que pisam. Só isso explica o eterno adiamento do projecto de um canal de televisão do parlamento açoriano. É que mesmo antes deste revelador episódio ter lugar já todos temiam a reacção dos açorianos à transmissão dos trabalhos parlamentares."

P.S. Que é feito de Nuno Tomé? Foi deputado do PS. Liderou a JS. Que diabo lhe aconteceu?
Era assim tão mau para ver o seu lugar "tomado" por Berto Messias ou Francisco César?