sábado, 20 de março de 2010

"Quem é tê pá?" (*)


Dizem

.Dizem que, na "casa mãe" da autonomia regional, um deputado (1),(por telefone),chamou filho da puta a outro (2) e ameaçou (por gestos) que lhe torcia o pescoço.

.Dizem que na "casa mãe" da autonomia regional um secretário regional (3) se referiu a um deputado (2) como o "noventa" (4).

.Dizem que, apesar de tudo, depois de uma interrupção, os trabalhos prosseguiram "normalmente".

Interrogo-me eu

.Acham isto normal?

.Recordo-me bem do que aconteceu ao "ministro dos corninhos" (5) na Assembleia da República.
Lembram-se?

Tentem analisar este episódio sem a carga partidária.
Imaginem todas as possibilidades (os ofensores e os ofendidos seriam de qualquer partido).

Julguem vocês

.Que sanções acham que deveriam ser aplicadas?
Já fizeram esse exercício?

Vejam agora quem foram os intervenientes, segundo dizem

(1) Francisco César, deputado do PS. (filho do presidente do Governo Regional).

(2) Clélio Menezes, deputado do PSD.

(3) André Bradford, Secretário Regional da Presidência.

(4) O "noventa" é um toiro da Terceira.

(*) "Quem é tê pá?" dizem que é uma expressão utilizada pelos jogadores do Santa Clara para chamarem filho da puta aos árbitros, quando estes os prejudicam, sem que os árbitros percebam o que lhes estão a chamar e assim não os sancionarem disciplinarmente.

4 comentários:

Maninha disse...

quando faltam os argumentos, há uma certa tendência para perder a cabeça (com ou sem cornos) lol

Cascais1 disse...

Desde quando pagamos deputados para discutirem o curriculum uns dos outros?
Em que é que o curriculum dos deputados, sejam eles lá quem forem, contribui para a felicidade de quem neles votou?
Será que alguém por ter relações de parentesco com um governante - seja primo, filho ou neto - perde os seus direitos?

Anónimo disse...

eu perguntaria...perde os seus deveres?

Fiat Lux disse...

Ninguém deve perder direitos,nem deixar de cumprir os seus deveres,
por uma questão de família.

Aliás, em posts anteriores já critiquei aqueles que criticam Francisco César, como se ele não pudesse ter qualquer qualidade, por ser filho de quem é e por considerarem que isso faria com que ele subisse na vida apenas por essa via.
Acho uma crítica muito primária e não estou de acordo com ela.

Neste post coloquei a questão despida de preconceitos partidários.

Ninguém está aqui a crucificar Francisco César por ser filho de quem é, mas apenas a questionar a sua atitude, uma atitude de que, como ele é inteligente, decerto já se arrependeu, mesmo que o pai não lhe tenha puxado as orelhas..

Fosse a situação exactamente ao inverso, qual seria a reacção das gentes de "Cascais"?
Façam lá esse pequeno exercício. Vá lá, é fácil. E então? Digam lá, que punição deveria ter o deputado Clélio Meneses se dissesse a Francisco César o que se diz que Francisco César lhe disse?