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domingo, 6 de setembro de 2009

Bom senso ... ou a falta dele

1)
A conferência de líderes parlamentares da Assembleia Legislativa dos Açores decidiu sexta-feira,apelar ao "bom senso" dos deputados na utilização das novas tecnologias de informação.

2)
"Na Assembleia da República,como sabe,todos os deputados têm um computador à sua frente (é fixo). Obedeceu às novas obras do hemiciclo.
Nós temos um computador à nossa frente e, de vez em quando, quando queremos provocar políticamente um colega, mandamos para o Twitter alguma expressão, ou algum comentário, para o provocar. Já sabemos que ele vai responder e que os outros vão entrar no jogo e que todos nós damos assim um ar de discussão política entre colegas, o que é verdadeiramente interessante".
Ricardo Rodrigues, que promoveu um encontro com bloggers, sexta-feira em Ponta Delgada,em declarações reproduzidas este Sábado pelo Telejornal da RTP-Açores.

P.S. O melhor da BlogConferência foi a t-shirt de um dos participantes onde se lia "Nem que seja em branco". Presumo que se trate de um apelo ao voto. Já não estou muito certo que a BlogConferência e declarações deste tipo contribuam alguma coisa para o apelo ao voto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O twitter, o "puritanismo" e o aviãozinho de papel


Esta coisa do twitter na Assembleia Regional começa a cansar.Gostaria no entanto de esgrimir um último (?) argumento contra os que começam a acusar de "puritanos" os que condenam a utilização do twitter da maneira que foi feita pelo deputado Alexandre Pascoal.Faço parte desse grupo de "info-excluídos".E, apesar disso, não me sinto inferior a ninguém que tenha um twitter. Só porque estão no twitter e eu não.
Porque a questão não é o twitter.
O deputado Alexandre Pascoal até poderia ter mandado o(s) seu(s) comentário(s) em aviõezinhos de papel.
A questão é que o deputado Alexandre Pascoal sabia que, muito provavelmente, quer Artur Lima quer António Marinho não se aperceberiam de imediato dos seus comentários pouco abonatórios para aqueles deputados.
É que eles estavam a usar da palavra. Dirigindo-se a toda a Assembleia. De viva voz.
Como é óbvio não estavam ao mesmo tempo com o computador aberto, na internet e no twitter.
Nem sequer têm de ter twitter.
Um deputado que use o twitter não pode ser um proscrito.
Mas quem não usa o twitter também não pode ser um proscrito.
Este é o cerne da questão.
Os deputados estão a comunicar com os eleitores através do twitter?
Tão distraídos nessa nobre tarefa que se esquecem de comunicar com os restantes deputados que estão ali mesmo frente a frente? Isso é normal?
Insisto. Foi o twiter, mas poderia ter sido no blog. No messenger. Ou até por telefone.
Em qualquer dos casos seria deselegante, e condenável à luz daquilo que deve ser um debate parlamentar leal.
Mas também não ponham a culpa em quem discorda de uma utilização do twitter abusiva.
E não lhes chamem puritanos.
P.S.
E já agora, o que acham disto:
Vale mesmo tudo? Porque é no twitter? E quem achar mal é puritano?
E porque é que os deputados que têm twitter não vêm discutir esta questão com os seus eleitores?
As bocas do deputado Alexandre Pascoal no Twitter:
Em discussão da proposta do BE sobre a gravidez na adolescência: sermão de Artur Lima, pleno de preconceito, demagógico e ignorância.
António Marinho insulta o líder parlamentar do GPPS devido ao pedido de urgência sobre a Com. de Inquérito aos navios Atlântida/Anticiclone from TweetDeck

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Twitter na Assembleia Regional: Dois incidentes e um "não incidente"


Alexandre Pascoal vai ficar conhecido pelo primeiro deputado que não deixa marcas quando sobe à tribuna, mas no twitter é como um "pitcheno" dos game boys. É o maior da sua rua.
Mas não é justo que a sua colega de bancada se esforce para criar um incidentezinho e ninguém lhe passe cartão. Vejam só esta pérola:

"o líder do PSD está a rosnar em pleno plenário!!!"
(retirado daqui.)

E então António Marinho? A uma senhora tudo se permite?
E a um cavalheiro nada?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Let's tweet again..."


Alexandre Pascoal, deputado do PS, voltou a "twittar" contra um deputado da oposição em pleno debate na Assembleia Regional.
Desta vez atirou-se ao líder parlamentar do PSD, António Marinho, que, tal como acontecera com Artur Lima, também não gostou da brincadeira.
E brincadeira é o termo exacto.
Não vamos voltar ao tempo em que os deputados nem sequer tinham telefone e tinham de usar "papel e lápis".
Mas há limites para tudo. Não basta dizer que na Assembleia da República também há "deputados twitters" e que isso é prova de um grande progresso.
Quando atacou Artur Lima e quando teve de defender-se do contra-ataque deste, Pascoal disse que podia dizer o "que queria, quando queria e como queria".
Acho que está enganado, se analisarmos a sua "tese" em sentido lato.
E também se a analisarmos em sentido estricto, no que ao debate parlamentar diz respeito.
Acho que não faz qualquer sentido que os deputados discutam pelo computador quando estão na mesma sala onde supostamente deveriam debater. Até porque se estiverem a "namorar" pelo computador a sua mensagem nunca chegará ao grande público. Por mais computadores e "twitters" que existam.

P.S. Não vi nada na RTP-Açores. Não gravaram?
Estavam a mudar a cassete? Acharam que era um fait divers?
Acho que não. E acho que Francisco Coelho, que já teve antes posturas muito infelizes, esteve agora muito bem ao ameaçar pôr um travão nesta escalada virtual.
Caiam na real senhores deputados e deixem-se de "jogos de computadores".
Pelo menos enquanto deveriam estar a trabalhar. Mais que não seja por respeito a quem os elegeu.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

"Twitem-se" uns aos outros !


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O Alexandre Pascoal "twitou".
Artur Lima não gostou.
O caldo entornou.
Pergunta: Devem os deputados em plenário "twitar" ou debater em directo e ao vivo?
A discussão dá pano para mangas.
Toda a história, aqui no Açoriano Oriental.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Twitter


Evan Williams e Biz Stone, fundadores do twitter, fazem parte das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time.

Veja todos os Webby Awards, aqui.
Eu continuo a resistir ao Twitter.
Até quando?
Será por isto?
E por isto?

É preciso guardar um bocadinho das nossas vidas para o real.
Eu não quero viver num mundo virtual ...