domingo, 17 de maio de 2009

A Felicidade segundo Sócrates


A Notícias Magazine de hoje traz uma daquelas reportagens light, coisa de fim-de-semana de praia. É sobre o nosso Primeiro. E promete, na capa, um Sócrates "íntimo".
Ainda penso que vêm aí revelações escaldantes da sua relação com a Fernanda, mas nada.
O mais "íntimo" que o DN conseguiu foi "descobrir" que Sócrates pede pastilhas elásticas ao seu motorista !? Lamentavelmente o DN não avança na "investigação". Ficamos sem saber se ele prefere as Beatles bublle gums. E ficamos mesmo sem saber se Sócrates gosta da música dos Beatles. Há intimidades que não são para revelar. Pelo menos não tão facilmente.
Mas ao passar os olhos pela revista acabo por ganhar o dia.
Fica-me a definição de Felicidade por José Sócrates, with a little help of George Harrison (Beatles).
Confidencia Sócrates ao repórter do DN:

"Uma vez perguntaram a George Harrison: o que é para si a felicidade? A felicidade? Pausa.
A felicidade é abrir os jornais e não falarem de nós. E eu nesse dia soube o que era a felicidade. Porque ao abrir os jornais só falavam dele, não falavam de nós".
Em síntese:"A minha qualidade de vida declinou muito desde os tempos em que era feliz".

Façamos então a interpretação do texto.

Concluímos que Sócrates não é feliz ("...desde os tempos em que era feliz").
Concluímos que Sócrates não gosta que os jornais falem dele ("A felicidade é abrir os jornais e nao falarem de nós").
E vem-me à memória uma canção batida, o Ob-La-Di, Ob-La, dos Beatles do George Harrison que proporcionou a José Sócrates uma brilhante resposta sobre a Felicidade. A utilidade dos quatro rapazes de Liverpool é infindável.

4 comentários:

Anónimo disse...

http://legalizacao.pt.vu/

Trilobite disse...

É mesmo bom que ele não se sinta feliz.
Não se pode ser feliz, quando se tem a cabeça a prémio.
Ele devia ser o último a ser feliz no meio de 10 milhões de alminhas.
Tal como os verdadeiros comandantes.

O Leitor disse...

Muito engraçado..

Não tive oportunidade de ler a revista, mas parece-me bem, o típico título sem conteúdo!

Se a qualidade de vida declinou desde os tempos em que era feliz... Será que agora tem mais qualidade de vida, mas é menos feliz?

A velha questão, dinheiro não traz felicidade?

Ahah.

Anónimo disse...

Caros...
Estamos a falar de quem todos nós, responsavelmente, escolhemos para nos governar.

A democracia não se faz sem respeito.