quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um adeus pouco Alegre


Até quando ficará Alegre preso ao PS?

Manuel Alegre despediu-se do parlamento.
Mas até ao último momento foi sempre chamando os bois pelos nomes. Alegre lamentou que durante as maiorias absolutas a vida política acabe por ser governamentalizada e que se tenha caminhado para um «certo desvirtuamento da Constituição» da República, já que actualmente existe uma «eleição directa do primeiro-ministro através das eleições dos deputados» em vez de se elegerem de facto deputados, como acontecia «nas primeiras eleições». (TSF)

7 comentários:

JRV disse...

Desculpe lá, meu caro Fiat Lux, mas você não está farto?

Veja aqui
http://www.activismodesofa.net/2009/07/eu-estou-farto-e-tu.html

e aqui
www.fartos.net

Faça barulho, sff! :)
É uma boa causa.
Cmptos

Tiago R. disse...

Este é o papel que Alegre sempre teve: dar um ar "de esquerda" ao PS e ir lamentando os erros cometidos pelo partido que sempre se recusou a abandonar.

Mais do que um cúmplice de José Sócrates, acabou por ser objectivamente o seu melhor aliado.

Até pelas expectativas que gera na imaginação fascinada e infantil de certa esquerda.

O vento que passa que o leve para a sua confortável reforma!

Fiat Lux disse...

Caro Tiago

Manuel Alegre poderia muito bem ser hoje o Presidente da República.
Não fosse a filhadaputice do Sócrates.
Preferes o tio Aníbal?

Caro JRV

estou farto e vou aderir.
Cumprimentos.
(Vou plagiar o teu repto, se não te importas)

Tiago R. disse...

Estou mesmo farto dessa conversa do "vamos lá votar do PS, do mal o menos..."

Tiago R. disse...

Em todo o caso, o tio Anibal era o Presidente que Sócrates queria. E Manuel Alegre fez-lhe o jeito de garantir que Cavaco fosse eleito.

Fiat Lux disse...

Dificilmente a esquerda encontrará
um outro candidato como Alegre capaz de unir essa esquerda, apesar do PS.
Goste-se ou não de Alegre.
Essa e que é essa.

Tiago R. disse...

Caro Fiat:

A esquerda não tem de se unir em torno de um figura messiânica. Tem de se unir em torno de um programa político concreto.
E isso, Alegra nunca teve...