quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vacas sagradas ?


As dez vacas "dos Açores" - que afinal são da Moita - continuam a pastar na Praça de Espanha.
Tudo acontece no âmbito de uma acção de marketing dos Açores na BTL.
Alguns radicais defensores dos animais ficaram marados dos cornos.
Os argumentos são tão parvos e irracionais que uma pessoa fica sem saber se há-de rir ou chorar. Vejam só este:

«É uma questão de princípio. O facto destes animais estarem a ser «usados» em publicidade é condenável em si mesmo, uma vez que se baseia numa visão utilitária dos animais, que assim são tratados como peças que podem ser usadas em manobras publicitárias e não como indivíduos inerentemente respeitáveis», protesta a ANIMAL.

Mas quem é aqui o animal: a vaca ou o asno que proferiu tal sentença?
Então este parolo está preocupado que as vacas sejam "usadas" em publicidade? As vacas?
E então o que dizer das pessoas que são usadas em publicidade? E a "visão utilitária" das pessoas tratadas como "peças" e não como "indivíduos inerentemente respeitáveis"!?
Antes de criarem uma associação ANIMAL, para defenderem os animais, criem antes uma associação PESSOA para defender as pessoas.

Prémios Turismo de Portugal 2008

À margem desta polémica tola, o Centro de Artes e Ciência do Mar da Câmara Municipal de Lajes do Pico recebeu uma menção honrosa na categoria "Novo Projecto Público", atribuída no âmbito dos Prémios Turismo de Portugal 2008.

11 comentários:

Maninha disse...

pior do que usá-las em publicidade é comê-las. e isso pouca gente dispensa...

Fiat Lux disse...

Os "defensores" dos animais devem ser todos vegetarianos :)

Fiat Lux

Jordão disse...

Cara Maninha qual é o problema em ser carnívoro?

Qualquer dia é criada a associação VEGETAL a defender que os vegetais também têm direito à vida. E aí o que é que vamos “poder” comer?

Não comer carne é que anti-natural. Quer ver que agora de um momento para o outro, na Natureza, os animais tornaram-se todos vegetarianos.
Esses radicalismos é que não são nada saudáveis.

Rui Rebelo Gamboa disse...

Partindo do princípio "survival of the fittest", parece-me que é essencial recorrermos aos animais para sobrevivermos. Agora, compreendo e respeito os vegetarianos, na medida em que, Jordão, a diferênça entre os humanos e os restantes animais, é a inteligência e isso faz-nos agir de forma diferente, nós colocamos-nos na pele do outro antes de agir, ou pelo menos devíamos.

E Fiat, também não vejo grande mal na utilização das vacas para esse fim, até porque há coisas muito piores que são feitas a animais e é aí que essas organizações devem intervir, desde logo o drama dos cães de rua. No entanto, também custa-me a aceitar o seu argumento, pelas mesmas razões, ou seja, os homens são "usados" na publicidade porque querem, porque lhes é pago, por comum acordo. Mas como lhe digo, não vem grande drama ao mundo das vaquinhas estarem ali, desde que estejam presas de alguma forma e não possam fugir para a estrada...

Jordão disse...

Caro Rui

Nunca disse que não respeitava os vegetarianos, só não posso com todos radicalismos. Respeito e sempre respeitei tudo e todos, até porque “a minha liberdade acaba quando a dos outros começa!” mas não me venham com o comer carne é mau pois com isso estamos a ser uns insensíveis – coitadinhos dos bichinhos. A Ana-teresa (como dizem os outros) é assim mesmo. Uns têm morrer para outros sobreviverem!

Anónimo disse...

Se a campanha fosse da Madeira os cubanos não piavam. O Alberto João tratava logo de responder à letra.

Rui Rebelo Gamboa disse...

Caro Jordão,

Longe de mim, dizer que não respeitas quem quer que seja. A parte do respeito e da compreensão, no meu anterior comentário, refere-se a mim só. A partir do momento em que insiro o teu nome é que passo a falar para ti. De resto, penso que até temos a mesma posição sobre o assunto.

Fiat Lux disse...

Caro Rui
Referia-me à utilização de crianças na publicidade e não a adultos, obviamente.
É óbvio que as vacas na Praça de Espanha ficam mais "stressadas". Tal como as baleias parece ficarem "stressadas" com o whale watching. A questão é : qual a actividade que não tem implicações para nada e para ninguém?
Se fossemos tão radicais não poderiamos fazer quase nada, pois há sempre a hipótese, muito provável, de qualquer acção, por mais "inocente" que seja, causar algum, por pouco que seja , mal estar.
Sou pela defesa do ambiente, pela defesa dos animais e sobretudo pela defesa das pessoas.
Não posso é com radicalismos e fundamentalismos.
De nenhuma espécie.

Anónimo disse...

Ó palermas!
Vocês não vêem a falta de higiene naquela praça? Tudo cagado mal cheiroso, dando a quem passa a ideia de um campo qualquer nos matos da Ilha.
Ainde se lá estivesswem, por horas, e depois recolhidas durante a noite...mas assim não.

Legoman disse...

O blog do Zirigunfo até agora tem a melhor análise sobre o tema.
Essa malta protectora às vezes tem coisas que não lembra ao menino jesus.
Como o Ziri diz e bem, eles devem pensar que aqui elas vivem em T2 Duplex... :)

Esses meninos por vezes ainda acreditam que os ovos nascem nas embalagens e dps vêm com essas tretas.

A campanha está original, eficaz e acima de tudo, relativamente barata. Se se querem preocupar com os animais a sério, preocupem-se antes com aquilo que fazem ao planeta quando pegam no carrinho, qdo bebem água engarrafada, qdo trazem sacos às carradas do hipermercado.

É que a onda dos vegetarianinhos é muito linda e tá na moda, mas fazer sacrificios a sério é que é mais complicado!

Cumps

bianca disse...

"Mas quem é aqui o animal: a vaca ou o asno que proferiu tal sentença?"

Meu amigo, nem a vaca nem quem proferiu a sentença, os ASNOS
ESTÃO TODOS AQUI!

Respeite os animais, eles são muito melhores do que vcs!